sexta-feira, 22 de julho de 2011

O bom mesmo seria se ruminássemos e quando não, viajássemos

Comida de mãe, comida de chef, comida de mãe-chef!
Como é bom comer.
Sentar pra comer.
Apreciar e comer.
Conversar e comer.
Ruminar pra valer.
Quando como algo realmente bom e sinto que meu estômago não dá conta de que eu mande mais daquele primor alimentício pra dentro, penso...os ruminantes que são felizes. Tem um estômago com quatro compartimentos e o primeiro, que é o que recebe a comida, pode armazenar de 20 a 200 litros de bóia, dependendo quem for o felizardo!
A sensação se repete quando analogamente meu cérebro, a sua maneira, também passa por isso. Daí penso, os gênios que são felizes, nascem com cérebros com Q.Is de 180, 200.

Comida congelada, comida em pó, comida de astronauta...
Como é ruim não sentir o sabor do que se come. Péssimo só ver a cor e sentir a mesma textura.
Andar e comer.
Comer por comer.
Apenas comprar e comer.
Informar sem ser pra valer.
Nesses dias penso, felizes são as aves canoras, que com seus ínfimos estômagos precisam de pouco e escolhem exigentes o que de melhor se pode ter!
E a sensação também se repete, mas dessa vez sou bem sucedida, quando analogamente minha mente, não tendo qualidade no que sorver, procura uma música e sai por aí a viajar.
Só o momento me bastou. Não precisei de mais nada. Logo após partilhar a notícia, coisa nenhuma era necessária...
Depois de saber por diversas e seguidas vezes o peso de um nocaute, revivi o prazer da vitória. Realmente ele é muito bom. Pensei se poderia ser possível me viciar nele.
Imediatamente muitas lembranças me recorreram, então percebi que não. Não me satisfaria se me viciasse, porque assim, faria de tudo pra consegui-lo sempre. E certamente ele perderia seu nobre sabor, se tornaria algo somente almejado e não mais, acima de tudo apreciado. Já não teria mais em mim o contentamento de saber que hoje sim, totalmente apta, soube valorizar tamanha felicidade.
Sem esse peso então, pude por uns instantes flutuar!
Quando será que essa sensação se repetirá? Espero que não tarde por vir, e torço para que quando vier eu ainda consiga apreciá-la da mesma forma quando vejo a beleza de uma rara flor de cerejeira e sinto a leveza de uma paina de paineira.
Secas belezas, pesadas levezas, cerejeiras e paineiras.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Amigos!

Aliados, caros, complacentes, indivíduos unidos pelo bem querer...seres notáveis e falhos, presentes no momento de extrema precisão!
Se olharmos todos os dias pra um desses calendários que nos informam das datas comemorativas, veremos que todo dia é dia de alguma coisa, de alguém, ou dos dois! Muitas dessas, convenhamos totalmente estranhas e até um pouco dispensáveis. Como dia do nordestino, do boi, da bondade! Teria propósito nisso?? Tá, sempre tem uma história atrás de tudo, mas ainda assim acho estranho!
Tem umas também que são desnecessárias, mas não pela falta de propósito, pelo contrário, tem propósito até demais, e um dia só acaba se tornando um desatino!
Hoje é um desses dias! 20 de julho! Dia do amigo!
Quer dizer, quem os tem enfatiza seu valor nessa data, mas comemora em tantos outros dias tamanha felicidade!
A vida é vida com eles, com vocês, conosco! Sem, tornaria-se sem graça, sem sentido, sem valor. Definitivamente não seria vida, seria algo sem nome. E é melhor nem tentar dar nome. Vai que acaba ganhando um dia no calendário também!
Amigo é algo tão formidável, que tenho a impressão que não há mais nada de novo pra falar a respeito. São o que são. Falar algo mais me pareceria clichê!
Só que a vida também é feita de clichês! Bons clichês!
Indispensáveis, infalíveis, ininterruptos!
Então não importa se você tem um, alguns ou muitos, importa que você seja também! Porque assim os terá da mesma forma!
Caríssimos amigos, obrigada pelos bons, mornos e ruins momentos!
Obrigada por partilhar! Transpondo um pouco da vida de cada um a vida do outro, criando laços invisíveis a vista descalibrada e totalmente concretos no sentir, constituindo a nossa corda de proteção!
Façamos assim, sem calendário mesmo, usemos os sinônimos para comemorar a existência de seres tão importantes, pra cada um, um dia respectivo pra se celebrar!

Ah, se você tem necessidade de ser lembrado de comemorar algo todo dia, cuide-se pra não acabar descomemorando diariamente sem ser lembrado!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Escrimentos

Quando estudamos línguas, percebemos que uma palavra pode ter mais de um significado. Em português, a própria palavra "língua" é um exemplo disso. Ela pode se referir tanto ao idioma como a um órgão constituinte de nosso aparelho bucal.
Por vezes, acabam surgindo ainda neologismos. Mas não é o caso!
O caso é que pode acontecer além disso, junções de palavras! E quando acontece, seu significado duplica, triplica, quadruplica...
Essa mesma, que intitula o blog é uma junção de palavras. Palavras essas, escritas e pensadas. Confusas e claras. Infinitas, com e sem formas finitas. Antes particulares e agora expostas.
Não nego, ela tem um quê de parentesco com "excremento". Pois se estão aqui é porque também não as absorvi. E com isso tive que lançá-las do meu infinito particular para a rede... de esgoto, talvez, mas também para a de comunicação!

Taí!

Num passado não muito remoto senti vontade de montar um blog, porém a vontade ainda não tinha se encontrado com o momento.
Finalmente se encontraram! É bem provável que pegaram um atalho no caminho aberto por uma amiga!
E agora que a natureza se manifestou, me pergunto.... fruta ou fruto?
Acho que pra mim são os dois!
Já pra você não sei! Mas caso queira, descasque-o ou consuma-o inteiramente e ao se deparar com o caroço...disperse-o ou plante-o pra si, não importa, ta aí!