segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

É meia xícara? Apenas café.

Sabe aquela velha história entre otimista, pessimista e realista? É, as palavras estão em ordem alfabética para evitar análise sobre mim.
Pois então, cada um defende seu lado. Mas mesmo o pessimista tem um “que” de otimista quando alega que é realista. A questão é que ele alega, não, se alegra.
Mas se você ainda tem dúvida de qual que é, se pergunte, ou apenas lembre do que faz quando vê uma xícara de café pela metade.
O otimista falará que a xícara está meio cheia, o pessimista que está meio vazia. E o realista?
Bom, esse apenas interessado no café, o beberá, e terminado o feito seguirá adiante, porque o intervalo acabou e ainda há muito o que fazer.
Ah! Como eu queria ser realista...

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A clareza de Clarice e as falsas fortalezas

Fico admirada como as pessoas podem nos surpreender, seja pelas afinidades como pela falta delas. Quando a surpresa vem pela afinidade, sinto uma descarga de bons fluidos que recarregam meu espírito. E pra tamanha intensidade desse sentir, só posso me referir a afinidades de sustância.
Desse modo por mais uma vez Clarice se fez presente. Sei que é pretencioso de minha parte, mas algo me diz que se eu tivesse tido a boa sorte de conhecê-la, seríamos amigas. Até porque de início não fui com a cara dela e depois a conhecendo aos poucos descobri muito dela em mim ou muito de mim nela, não sei ao certo.
O que me faz pensar que deve ser por isso que algumas vezes de inicio não gostamos de determinada pessoa e depois descobrimos o tamanho do nosso erro, porque vemos nessa pessoa alguma coisa de nós que nos abala, e por algum motivo não queremos assumir. Da mesma maneira há aquelas que gostamos logo de início, e depois também descobrimos o tamanho do nosso erro, porque enxergamos o que gostaríamos de ser nessa outra pessoa, mas que na verdade é algo fútil, enganador, só pra ludibriar nossos conceitos e fugirmos um pouco de nossos defeitos. E é óbvio que tem as pessoas que desde o inicio gostamos e por assim permanece, essas já são aquelas que estão em equilíbrio com nosso espírito, são aquelas que nos deixam a vontade a ponto de assumirmos quem realmente somos.
Reflexões a parte, voltemos a Clarice. Recentemente lendo um de seus desabafos, despertou-se em mim mais uma descoberta. Era algo que sentia, mas que se tornou claro somente quando descobri através dela, tornando-me ainda mais admiradora de seu talento. E assim como ela, eu sempre quis pertencer à vida. Justamente por querer tanto, também me tornei arisca em determinado ponto, de forma a me fazer acreditar que com um pé atrás, sempre teria a vantagem de não me machucar com as quedas.
Mas quando esse pé ao invés de me proteger me faz cair, percebo que me enrosquei na minha própria estratégia e tornei-me refém de minha própria luta. Por sorte, ali parada, noto um feixe de luz e assim como nas plantas, ativa em mim a síntese de energia.
E aquela fraqueza sentida a tal ponto de me tornar arisca se transforma em algo mais aberto e corajoso. Não por inteiro como gostaria, porque em alguns momentos torno a amedrontar os que me rodeiam, fazendo-os se afastarem de mim, e na verdade essa atitude nada mais é que um pedido de socorro mal formulado.
Quando a fraqueza se disfarça, a frágil franqueza dá lugar à uma fortaleza que a qualquer momento é invadida.


Se tiver interesse em ler o texto mencionado acesse o link: