quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Da necessidade do que tem dentro de copos e corpos

Não consigo mais fazer. Só to na sublimação.
Antes era só sentar e o negócio fluía. Agora sento, nada sai. Ou se sai, é um tantinho. Nada completo, que dê orgulho.
E agora? 
Hum.. já sei!
Copos d’água!!

É gente, escrever.... tenho sentido falta! Minha mente não completa os pré insights, se é que isso existe.
E eu aqui na capital brasileira da cultura.
Agora sim, entendi o que me falta!
Corpos amigos!!

Segundo plano

Sim, eu vi!
Você também?
Só percebi isso.
Então tinha algo mais a se ver?!
Putz, sempre tem...
Pensei que estava embasada...
Mas que nada, tava mesmo era embaçada...

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Artes, Clarices e microcosmos

O que é arte? É uma forma de se expressar, de se encontrar, de se fazer presente na vida.
Das diversas formas, há quem se encontre na pintura, na musica, na dança, na culinária, na escrita ...
Na coragem de se expor e no exercício de se aceitar, surge a recompensa de partilhar e se conhecer melhor.
Ao reconhecer essa necessidade e no processo de criação, paramos pra entender o que estamos sentindo. Nos descobrimos. A subvida se esvai e a vontade de viver nos rege para a forma própria de ser.
Pensava que arte era algo para pessoas com grande talento intelectual, mas realmente não. Isso é mero preconceito. Arte é para todos. Fazer e apreciar a arte é não ter medo de ser. E sendo, entendemos que não somos resultado dela, somos ela. Fugir, se negar ou não fazer caso dela, é não saber quem somos. É ficar apenas com uma imagem oca. E o que é imagem? É uma imitação, impressão, representação. É algo que se vê, mas sem algo que dê sentido a ela, que nos toque, é só imagem. Não é arte, pois pra ser arte tem que atingir e pra atingir tem que fazer pensar e pensando somos arte.
A curiosidade de um artista se equipara a de um cientista. Porque na saga de questões que nunca cessam, a busca pelas respostas nos move. Atinge, transforma.
Isso tudo porque dia desses, me veio uma súbita vontade de parar de escremensar. Pensei que não poderia ocupar o tempo de meus queridos leitores, ou melhor, amigos, com meus escrimentos. Mas aí, cumprindo seu papel de artista, eis que minha amiga, colega escritora, parceira de divagações e caminhadas, mas, sobretudo amiga, Adelina, me fez entender que não. Ela teve seu momento Clarice e me disse que se eu parasse, pararia também de viver meu mundo. Estaria a mercê do mundo alheio... é, acho que me perderia e já não me reconheceria.
Então caríssimos amigos, obrigada pelo desprendimento do seu tempo para encorajar essa amiga aqui a continuar sendo uma aspirante a artista do meu microcosmo, e principalmente por permitir que ele conflua com o de vocês, estabelecendo um macrocosmo compartilhado que está sempre a nos surpreender com prazerosas mesmices e instigantes novidades.

domingo, 13 de novembro de 2011

Caminhar caminhadas

Infelizmente a vida que nos foi imposta, ao longo de vivências vividas ou mesmo herdadas, fez nos distanciarmos desse ato. Ato esse que deveria ser garantido a todos por lei. Já não caminhamos mais, apenas nos locomovemos de um lugar ao outro.
Não falo das caminhadas em esteiras, academias ou em trajetos delimitados. Essas visam a saúde do corpo e a estética, ajudam, mas não são suficientes. Falo das caminhadas a esmo, passeios, ou mesmo as de destino certo. Pode ser aquelas que você sai pra ir a padaria sem compromisso com o horário e quando dá por si está a admirar o por do sol num belo lugar. Ah! Como esses lugares nos fazem bem! Despertam em nós as boas memórias esquecidas e reavivam intenções almejadas a espera de serem vividas. Como também pode ser aquela de poucos minutos até o destino traçado. O importante é que seja um ato vivenciado e não corrompido pela ansiedade do que está por vir, como escola e trabalho.
Tenho a impressão de que a medida que nossos pés se movimentam, nossa mente chacoalha até chegar ao ponto que as ideias perdidas, desconexas, deformadas são postas no lugar, formadas. Aí paramos. As vezes até sem saber porque, paramos, ali paramos, e nos damos conta que nossa caminhada chegou ao fim porque enfim nossas inquietações cessaram.
E o responsável por esse sentir, foi caminhar a caminhada até lá.
Volto pra casa tão esclarecida que mesmo ao me deparar com a falta de luz encontro tudo no seu devido lugar.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O caso da barata gourmet

Eu compartilho com você o desapontamento de ler certos textos levados pela curiosidade que o titulo desperta e por fim descobrir que não era bem o que esperávamos.
Mas o fato é que eles são tão legais. E as vezes até acabam compensando o texto. Não resisto a eles!
Igual a esse de hoje. Aposto que você pensou que eu ia contar a versão baratatouille brasileira, ou uma versão insetívora de Agatha Christie. Mas não...falarei hoje sobre café!
Das primeiras memórias de minha infância, lembro-me que desde muito cedo aprecio café. Mas meus pais, zelosos, me deixavam bebê-lo diluído com água ou com leite. Humm e assim já era uma delicia.
Agora que a coisa mudou de figura, me permito degustá-los sem moderação. Sempre buscando diferentes tipos, procedências e até misturas. Toda hora é hora.
Provei café da Bahia, do Cerrado, Mogiana, do Espírito Santo, de Jacu, Italiano, Sul de Minas, de altitude elevada, média, de clima ameno, de sabor achocolatado, amendoado, cítrico, acentuado, com whisky, ganache, cardamomo. Os tais dos cafés gourmets. Apresentados a mim pela minha irmã aspirante a barista.
São extremamente saborosos, deixam um sabor prolongado na boca que melhora até o bafo, o tal do sabor residual, uns nem de açúcar precisam!
Depois de experimentados, fica difícil não querer tomá-los sempre. Quando um pacote termina, fica a lembrança do ótimo paladar e resquícios de bons momentos proporcionados por ele.
Mas o ultimo que experimentei não me agradou nem um pouco.
Estava eu, na minha cerimonia do café, cuidando da água e de outros detalhes, até então tudo certo. Chegado o momento da degustação, senti uma explosão de odores e sabores, diferentes de qualquer outra coisa que já havia experimentado. Porém não me deixei iludir pelo rótulo, achei um tanto quanto estranho, não apreciei. E na procura por saber se o defeito se encontrava na garrafa....eis que surge um corpo...
Agora você vai pensar que eu estava tomando o café à beira de um rio e contribuí pra desvendar um crime?! Não. Era dentro da garrafa. Pois é. Uma barata!
Explosão de sabores? Só se for o gorfo exorcista....

sábado, 15 de outubro de 2011

Est ação

Saison?
Não.
Ser com ação
Oui.
Ser  verbo?
Je ne sais pas.
Ser  apenas ser.
Alors, moi aussi.

domingo, 2 de outubro de 2011

Mal do mundo

Sempre pensei que o que fazia do ser humano a escória do de todos os outros seres era o individualismo.
O individualista preza só seu interesse e se necessário passa por cima de todo o resto pra alcançar o almejado.
De fato isso é ruim. Perde-se a noção de conjunto e acham-se somente fragmentos, que não se unem e nem fazem sentido. Só.
No entanto recentemente, emergiu um outro mal. E quer saber, muito pior.
Ele é tão violento que acarreta em todo o resto ruim.
É algo oculto e profundo.
É de um ressentimento e ódio brutais.
Consome.
Encobre a luz, obscurece tudo a volta.
Ele não deixa seguir em frente. Só faz retroceder pra um caminho sem volta do infinito mal viver.
Rancor.
Na verdade, me equivoquei. Não acho que ele emergiu. Ele apenas ficou tão forte que transbordou.
Não sei o que fazer.
Não o sinto, também não sinto em mim. Ainda bem! Mas infelizmente em alguns momentos, ele chega até mim. Isso é ruim. E ao me atingir, me enfraquece, me amedronta. Aí infelizmente o sinto.
Que atitude tomar?
Mandá-lo pra profundeza de onde veio daria margem pra ele aparecer novamente.
Não seria uma boa idéia, ele só faria se fortalecer porque estaria no seu habitat natural.
Mas enfrentá-lo de que maneira?
Pegando sempre um caminho que nos faz seguir em frente, em direção a luz. Não sucumbindo ao conformismo de se sentir vítima e de se levar pelos sentimentos ruins dos outros. Fazendo sós, a nossa parte. Dessa maneira nos livraremos de sermos puxados para o buraco profundo do malquerer. E quem sabe conseguiremos levar mais pessoas conosco nessa caminhada tão iluminada e tão cheia de bem querer. Inconformista.

Miragens

Sou culpada e confesso. Justamente por isso também sou vítima e me assusto.
Decepções são inevitáveis. Ou seriam os erros?
Por esses dias descobri que todos nós precisamos de ídolos. Não como objeto de adoração. Somente como algo que nos cative, que nos faça ter vontade de nos espelharmos nele. Mas se nos espelhamos, quer dizer que eles nos refletem e junto com isso apontam nossas falhas, logo também nos enganam.
Acho que como seres humanos, ou melhor, como pessoas, estamos sujeitas a errar com todas as pessoas, inclusive com a nossa pessoa. O ponto crucial deve ser o egoísmo. Pra alguns ele é crônico, pra outros ele vem como um surto. Mas seja como for todos comentemos esse mau ato.
Deve ser porque nos cegamos pela procura da felicidade. Mas a felicidade muitas vezes é um reflexo de algo muito longe da gente. Como uma miragem no deserto. Você sabe que ela não está ali, mas mesmo assim corre em direção a ela, gasta todo o resto de energia que ainda tem e se dá conta que se deu mal. O que acontece na verdade, assim como não era o oásis próximo a nós, também não era felicidade, era só uma ilusão. Depois não sei como, recuperamos as forças e seguimos em frente, direto ao encontro do que realmente procurávamos...Ufa.
Ali entrou a vítima.
Mas sabe o que me assusta?
O rancor.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Perdas e ganhos

Há muitas formas.
Há muitas circunstâncias.
Há muitos meios.
Há muitos conceitos.
Há muitas maneiras.
Dentre todas as possibilidades acabei escolhendo algo quase materialista.
A gente perde e a gente ganha.
Dentre todas as outras possibilidades, acabei me apegando a outro ponto, quase simbolista.
A gente perde, mas a gente ganha.
E o que dá o resultado mais surpreendente, é quando a gente ganha só pra perder.
Frustração.
Mas no final a gente sempre acaba ganhando VIDA.
Compreensão.

sábado, 24 de setembro de 2011

Mas se sirva, se sinta, se liberte

felicidadedesgostopesarmagoaalegriasaudadeestimaamizadepatriotismopressentimentoopiniaoinstintopesamesmedoramorcalorfogofriocoragemtristezapaixaoliberdadecarinhoimunidadeinsegurançavergonha
Socorro!
Depois de tantos sentimentos....
Só mais um...
Sirva-se...
Sinta!
Não se restringir, nem se coagir fisicamente, menos ainda moralmente.
Ter poder pra exercer sua vontade.
Independência. Ousadia. Permitir-se.
Liberdade
A imunidade se torna sinônimo, nos dá anticorpos contra o agente opressor, agressor.
Gostaria de saber em qual contexto Clarice disse “Liberdade é pouco, o que eu desejo ainda não tem nome!”.
Ela pensava além. Excesso de sensibilidade deu nisso. Deve ser por aí, eu jamais a entenderia. O estranho é que ela entende. Mas por que pra ela a liberdade não bastou? Num seria porque ela somente sentia e não se sentia?
Eu também não sei ao certo o que é. Mas do meio certo já gosto muito!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Desigualdades sexuais

Homens e mulheres.
Não falarei nada que engrandeça as mulheres tampouco os homens. Só direi verdades.
Não abordarei teorias de psicólogos comportamentais e nem livros que tratam do assunto. Só aproveitarei esse espaço pra desabafar um pouco a minha indignação com a discrepância de praticidade da vida entre esses dois sexos.
Dizem que independente de tudo, somos seres únicos e importantes contribuintes para a harmonia do mundo alheio. Não há ninguém melhor, nem pior. Também concordo com isso. Valorizo a todos os dignos que conheço e inclusive aprendi a me aceitar desse jeito meio louco, meio confuso, meio sensato, meio devagar, meio pacato, totalmente meu, eu. Acredite, sou feliz por ser quem eu sou.
Mas em certos dias, por mais que não queira comparar vidas alheias, até porque não creio que isso seja uma boa jogada, é inevitável não pensar em certas coisas. Acredito sim, que devemos competir pra fugir do conformismo, mas apenas competir e nos compararmos com nós mesmos, com os outros é perda de tempo e ganho de frustração.
E quando me dou conta, me vejo pensando o quão fácil é a vida dos homens, de todos eles! Se eu fosse especificar todas as vantagens, precisaria de no mínimo muitas paginas... não que eles sejam melhores, ah isso não, mas que eles tem uma vida muito mais fácil, isso é inegável. De qualquer forma enumerarei uns itens responsáveis por isso, só pra você pensar... podem fazer xixi em qualquer lugar, qualquer mesmo; se viram muito melhor que nós num lugar com pouco saneamento básico; não tem a responsabilidade de carregar os descendentes dentro de si por nove meses, que antes e depois do nascimento transformam totalmente a nossa vida e, com o perdão do pensamento, nos privam da liberdade tão necessária; não sabem o que é a bad da tpm; muito menos a dor da compressão do útero; não se depilam, ao menos não é essencial; tem fígados e estômagos muito mais eficientes que os nossos; são egoístas natos, sem culpa nenhuma, acho que nem consciência tem; são mais práticos... Enfim tem uma vida muito mais fácil que a nossa!
O pior é que justamente por ter essa vida tão fácil, são incapazes de reconhecer e dar o devido valor que merecemos.
Mas mesmo com toda a dificuldade enfrentada por nós mulheres, estamos aí, vivendo, sobressaindo aos obstáculos e conquistando novos territórios. Nós somos mais responsáveis, habilidosas, temos a doçura, o amor e reconhecimento fiel dos filhos, o colorido da maquiagem, a sensibilidade, a compreensão, o bom senso, a comiseração e tantas outras belas qualidades em relação a tudo, inclusive aos homens! Mas que na verdade só servem pra complicar ainda mais.
Com isso digo e repito...se tiver esse lance de voltar numa outra vida... num tava muito afim não, prefiro o merecido descanso na rede do céu, mas se não tiver como....ah... como mulher é que não volto, não mesmo! Só volto se for como homem ou aceito também voltar como outro ser de vida correspondentemente fácil, senão nada feito....empaco lá na esteira e num desço por nada!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Co-fusões

Confusões! Se há a fusão muitas vezes há a confusão.
Elas se fundem, se confundem, não se sabe mais o que é o que, nem quem é o principal menos ainda o co-....
Aqui ocorreu....na vida sempre ocorre!

As vezes a falta de clareza é ruim, tumultua... atrapalha o bom andamento das coisas...
As vezes a falta de clareza é boa, mistura as coisas... desconsidera as partes e maximiza o melhor do resultado.

sábado, 10 de setembro de 2011

Xingamentos

Todos nós sabemos que deixar escapar um xingamento as vezes, equivale a uma hora no analista. Tá certo não pode deixar isso se tornar algo frequente porque senão perde o efeito e o respeito!
É bom lembrar também que soltar um insultinho de leve nada tem a ver com perder a razão, talvez seja só uma indignação pelo que a pessoa fez na hora, pelo que ocorreu. Tudo muito natural do ser humano.
Mas onde eu quero chegar com isso? Acabei de chamar minha vizinha de vaca (desconsiderem onde eu moro, até então vivia mudando!).
Mas na hora que fiz isso me lembrei de um fato contado por um amigo. Ele passou uma temporada no Japão e contou que comeu uma carne lá, a tal da carne de Kobe, o sonho de qualquer carnívoro, o ouro vermelho! Pra se ter ideia um bife no restaurante pode custar US$800,00 e o quilo da carne chega a custar US$ 1000,00! Diz que a carne é tão macia que dá pra cortar com hashi!
Lá as vacas são tratadas a cerveja, cevada e massagem. Algumas até com acupuntura, tapete térmico e música clássica. Isso que é vida!
Na mesma hora desconsiderei o xingamento.
Da próxima vez farei valer minha chance e procurarei um termo mais inadequado!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

(Procrastinar)2 = procrastinar o fim da procrastinação


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Pois então, o ato de procrastinar se tornou algo tão presente em nossas vidas que fizeram um estudo a respeito dos motivos que nos levam a cometê-lo.
(Se bem que importância num é razão, ultimamente estuda-se qualquer coisa!)
Os motivos alegados pelos procrastinadores variaram de falta de tempo, medo do fracasso e principalmente pela complexidade da tarefa.
Só que os especialistas atribuem a esse ato, ou a falta dele, a mais coisas. Como ao comportamento, que vivenciamos na infância, herdado de nossos pais, de deixar tudo pra ultima hora... ao autoboicote exercido pelo nosso inconsciente, ao apontar que temos medo de fracassar no finalzinho da coisa... a culpa da decoreba presente no ensino que nos faz acreditar que decorar na véspera das provas se torna mais fácil de lembrar... a pressão, já que pra muitos ela gera um combustível extra... e até pelo custo benefício, pois a longo prazo não observamos a compensação do esforço com antecedência e sim o do resultado imediato.
Mas no fim, acredito que os resultados não são totalmente satisfatórios quando feitos de ultima hora, porque o fazemos sem tempo para o esmero ou... se fica bom é porque demos sorte. Esse texto é um exemplo disso. Enrolei tanto pra terminá-lo que já tenho outro pra postar, mas me sentindo na obrigação de postar essa continuação, o escrevi rapidamente. E agora já me parece totalmente sem sentido.
Lutemos então pelo fim da procrastinação, pelo êxito de tarefas realizadas na hora certa, com planejamento e livres de pressão!
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Já vi que não será possível começar por mim, procrastinarei até que você o faça e me atinja mais pra frente!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Procrastinar

Meu Deus, que seria isso!? Nem no auge de minha criatividade conseguiria elaborar um conceito pra tamanho palavrão!
Só que agora também não...
Mais tarde procuro no dicionário...
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Eis que o dicionário surge em minhas mãos e como tenho outras palavras pra consultar começarei por essa que há tempos aguarda na fila. Hum... vi que é um verbo transitivo direto. Se o é, não tem sentido sozinho e precisa de algo que o complemente. Da mesma forma que para procrastinar precisamos de algo também, só que dessa vez não faz sentido!
Tá... confesso... to enrolando pra falar o que é!
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Estou só adiando algo já adiado.
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Procrastinar é deixar para fazer algo num outro dia por motivos repreensíveis.
É aquela história, sabemos que temos que fazer a coisa, mas não fazemos. Nos consumimos por não fazê-la de uma vez, mesmo sabendo que se fizéssemos nos sentiríamos mais leves. Arrumamos qualquer outra coisa pra fazer no lugar e no momento que não tem mais como, resolvemos o que está pendente. Alguns acham que é porque as pessoas funcionam melhor sob pressão. Eu já acho que não. Detesto pressão, também não gosto da procrastinação. Mas ao contrário da pressão, que não faço, a tal da procrastinação sempre faço. E só faço o que tem que ser feito quando outra coisa se torna necessária de ser feita no lugar dela... nunca paro de procrastinar, só substituo o objeto da vez. E...
Quer saber, vou terminar esse texto depois.
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(*) corresponde a todas as coisas que fazemos quando queremos adiar a que não queremos fazer.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

To beer or not to beer? That´s the question on Fridays

Shakespeare é conhecido por sua genialidade literária e também por acrescentar muitas palavras e expressões ao vocabulário. Estimam-se cerca de 2000 vocábulos registrados pela primeira vez em seus trabalhos. Autor de várias obras dramáticas, Hamlet se destaca como uma das mais conhecidas, por sua célebre frase que nos faz refletir “To be or not to be? That’ s the question”, falada em uma das cenas em que o personagem conspira sobre a vida e morte.
Mas papo brabo a parte... da mesma forma que a segunda inicia a semana útil, dando lugar a esse questionamento, “To be or not to be? That’ s the question”, a sexta inicia o fim de semana útil e com isso outro ponto aflora, "to beer or not to beer, that´s the question!”, surgindo uma célebre adaptação!
Trocamos a tensão pela despreocupação, o drama pela comédia, o crânio por um copo, a conspiração pela especulação. E no meio dessa transição, Hamlet com todas as suas agruras também sai e dá passagem ao bem estar trazido por Morfeu, que chega mais rápido quando usa o etanol como combustível.
So, enjoy and don´t forget to call me! 

terça-feira, 16 de agosto de 2011

E você, aderirá ao muco?

“Everybody seems to think I'm lazy/ I don't mind, I think they're crazy/ Running everywhere at such a speed/ Till they find there's no need”

Desde que os ingleses iniciaram a revolução industrial nossos valores de vida mudaram, revolvemos o plácido até torná-lo agitado. De artesãos a operadores de máquinas, passamos a conviver mais com elas que com nós mesmos, absorvendo seu mecanismo de maneira a nos comparar com elas e acreditar que isso é bom.
Reflexo disso tudo, corremos contra o tempo, atarefados, preocupados, sobrecarregados e estressados. Começamos a almejar por mais tempo. Quantos de nós gostaríamos que fosse possível prorrogar as horas do dia, como acontece naqueles jogos de futebol que durante toda a partida só teve enrolação. E finalizado o prazo, tentamos reparar o desleixo. Até que ganhamos esses minutos a mais, mas que de nada servem...E pra que? Pra prolongar um tempo mal aproveitado, prorrogar o desnecessário e nos enganarmos falando que nos matamos por aquilo?!
Só que assim como nos jogos, a prorrogação do dia também acontece. De certa forma a tecnologia também nos trouxe isso através da facilidade, da possibilidade de maximizar o aproveitamento das várias tarefas. Ganhamos tempo. Porém ela igualmente nos trouxe a cobrança de cada vez produzirmos mais e pensar em nós cada vez menos. Encurtando o tempo, perdemos mais tempo.
Então de uns anos pra cá algumas pessoas se deram conta que toda essa correria se tornou nociva e buscaram alternativas pra amenizar tantos atropelos diários. Um italiano fundou o movimento slow food, rebatendo a forma com que os fast-foods lidam com a comida e revelou sua visão mais proveitosa do mundo. Em seguida os japoneses ampliaram esse conceito, e criaram o slow life, espalhando a idéia de vida desacelerada e a reconexão consigo mesmo a todo o resto dos habitantes terrestres.
E o que é mais relevante disso tudo, tanto em relação a comida que é fonte da vida e a vida que se torna reflexo dela na sua totalidade é passar a compreender que tudo é feito de mínimos. Os momentos são os fragmentos de um tempo e são eles que devem ser percebidos. Através deles estaremos maximizando o aproveitamento de nosso tempo. Mas e como fica a produção cientifica frente a tudo isso? Ela nunca cessa e anseia por respostas num ritmo acelerado indo contrário a toda essa calmaria....
Mas que nada, os alemães pensaram nisso e também levantaram a bandeira do caracol, instituíram o slow Science. Eles estão empenhados em espalhar o muco e fazer com que mais pessoas se guiem por ele. Ter mais tempo pra fazer pesquisa e não só inquietação com resultados rápidos para publicação. Só que muitos cientistas tem sido contrários ao slow, falando que isso é coisa de que não produz muito e quer frear quem produz, pra que todos fiquem no mesmo patamar.
Pra mim não é isso. E sim que esses cientistas perceberam que depois de reaprender a viver agora estão reaprendendo também a trabalhar. Poder criar hipóteses e analisar suas consequências sem a pressão da super-produção é fazer ciência com tempo, nada mais coerente, já que assim como o tempo, a ciência com suas descobertas é uma jornada que jamais se esgota e passa a ser relativa sob o ponto de vista de cada um.

“Please don't spoil my day/ I'm miles away/ And after all/ I'm only” slowing

domingo, 7 de agosto de 2011

Divagações triássicas

Uma prova em movimento (vagaroso; mas ainda assim; movimento) de aceitação e confiança entre seres distintos, através de uma parceria surpreendente, que deu certo.

A sutileza do gato encoberta pela falta de agilidade do jabuti que se torna mais penetrante na hora de se fazer valer diante de um tempo que não passou objetivo e sim subjetivo A vagarosidade do jabuti que ilude o rato que poupa o gato que traz a tona o valor do comprometimento de fazer algo que deve ser feito mesmo quando pensamos que não teria jeito

Essa dupla inusitada só faz aumentar o apreço e admiração que sinto por esses dois animais. Quisera eu conseguir escrever aqui uma ode ao gato assim como Pablo Neruda e Artur da Távola o fizeram. Ou quem sabe então; fazer o mesmo com o jabuti; usando breves palavras; mas que exprimem longa admiração ao exaltar suas duradouras qualidades.
Fica pra próxima; temos o tempo dos quelônios pra fazê-lo e a harmonia felina pra nos indicar quando será.

Mas já posso adiantar que falar desses répteis é falar de tempo; algo intrínseco a eles; que surgiram no Triássico; continuando quase incólumes; acompanhando vagarosamente a evolução de todo o resto que mudou. Penso até que já nasceram prontos. Não sei bem o porque; talvez por instinto; afinidade; identificação; eles me encantam. Na docilidade de seu movimento; na vagareza de seu andar; na falta de jeito em comer tudo o que lhes apetece.
Ainda não sei; ainda farei; para o futuro e agora eles ainda merecem... 


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Birthday by The Beatles




Antes de começar a escremensar o texto da vez, posto pra minha mãe “Birthday” dos Beatles. Com essa música faço uma homenagem a ela, que compartilha comigo a data de seu aniversário natalício, 4 de agosto!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Síndrome de Peter Pan que nada, mais um ano, mais 365 gracejos pra realizar!

A idade vem e as manias pegam carona! Já tenho algumas, mas elas agora não vem ao caso... apenas uma. A que não sei escrever sem dicionário, ele é meu guru das palavras!
E hoje ao consultá-lo, vi que aniversário, além de ser a comemoração da volta anual de uma data em que se deu certo acontecimento, é também uma data que celebra algo acontecido em igual dia. Pra mim isso dá direito a uma outra interpretação, diria até peculiar, se Nílvea e Renato me permitirem!
A história é a seguinte. Minha querida mãe no dia de seu aniversário, ao invés de passá-lo regado a bolo, salgadinhos e doces companhias, foi parar no hospital. A partir desse dia, durante minha infância, creio eu que por desejo reprimido, passou a me chamar de docinho. Seria transferência?! Acho que sim, contudo já foi superada!
Mas pensando nesses dias que se repetem anualmente, que comemoramos o aniversário natalício das pessoas queridas, o correto não é tratá-los como datas repetitivas e convencionais. Pelo contrário, elas estão aí pra nos mostrar que o mundo não é estático, apesar de muitas vezes parecer. Servem acima de tudo, para celebrar o nascimento e renascimento das pessoas que nos rodeiam! Relembrar que a existência dessas pessoas preenche a nossa vida de caos. E um caos que torna nossa vida proposital!
O que me leva a pensar que a tal da síndrome de Peter Pan num tá com nada! O medo de envelhecer apenas ilude, oculta o medo de viver. Relembrar também é reviver! Comemorar o aniversário é fazer com que a vida seja um contínuo gracejo, e certa experiência a torna ainda mais emocionante!

Parabéns queridos aniversariantes!
Desejo a todos nós a realização plena diária, não apenas a realização de conquistas.
Desejo a realização da vida vivida, com erros e acertos, vida.
Não a vida da subvida, a vida que não vale, a vida que consome sem ser consumida. 

sexta-feira, 22 de julho de 2011

O bom mesmo seria se ruminássemos e quando não, viajássemos

Comida de mãe, comida de chef, comida de mãe-chef!
Como é bom comer.
Sentar pra comer.
Apreciar e comer.
Conversar e comer.
Ruminar pra valer.
Quando como algo realmente bom e sinto que meu estômago não dá conta de que eu mande mais daquele primor alimentício pra dentro, penso...os ruminantes que são felizes. Tem um estômago com quatro compartimentos e o primeiro, que é o que recebe a comida, pode armazenar de 20 a 200 litros de bóia, dependendo quem for o felizardo!
A sensação se repete quando analogamente meu cérebro, a sua maneira, também passa por isso. Daí penso, os gênios que são felizes, nascem com cérebros com Q.Is de 180, 200.

Comida congelada, comida em pó, comida de astronauta...
Como é ruim não sentir o sabor do que se come. Péssimo só ver a cor e sentir a mesma textura.
Andar e comer.
Comer por comer.
Apenas comprar e comer.
Informar sem ser pra valer.
Nesses dias penso, felizes são as aves canoras, que com seus ínfimos estômagos precisam de pouco e escolhem exigentes o que de melhor se pode ter!
E a sensação também se repete, mas dessa vez sou bem sucedida, quando analogamente minha mente, não tendo qualidade no que sorver, procura uma música e sai por aí a viajar.
Só o momento me bastou. Não precisei de mais nada. Logo após partilhar a notícia, coisa nenhuma era necessária...
Depois de saber por diversas e seguidas vezes o peso de um nocaute, revivi o prazer da vitória. Realmente ele é muito bom. Pensei se poderia ser possível me viciar nele.
Imediatamente muitas lembranças me recorreram, então percebi que não. Não me satisfaria se me viciasse, porque assim, faria de tudo pra consegui-lo sempre. E certamente ele perderia seu nobre sabor, se tornaria algo somente almejado e não mais, acima de tudo apreciado. Já não teria mais em mim o contentamento de saber que hoje sim, totalmente apta, soube valorizar tamanha felicidade.
Sem esse peso então, pude por uns instantes flutuar!
Quando será que essa sensação se repetirá? Espero que não tarde por vir, e torço para que quando vier eu ainda consiga apreciá-la da mesma forma quando vejo a beleza de uma rara flor de cerejeira e sinto a leveza de uma paina de paineira.
Secas belezas, pesadas levezas, cerejeiras e paineiras.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Amigos!

Aliados, caros, complacentes, indivíduos unidos pelo bem querer...seres notáveis e falhos, presentes no momento de extrema precisão!
Se olharmos todos os dias pra um desses calendários que nos informam das datas comemorativas, veremos que todo dia é dia de alguma coisa, de alguém, ou dos dois! Muitas dessas, convenhamos totalmente estranhas e até um pouco dispensáveis. Como dia do nordestino, do boi, da bondade! Teria propósito nisso?? Tá, sempre tem uma história atrás de tudo, mas ainda assim acho estranho!
Tem umas também que são desnecessárias, mas não pela falta de propósito, pelo contrário, tem propósito até demais, e um dia só acaba se tornando um desatino!
Hoje é um desses dias! 20 de julho! Dia do amigo!
Quer dizer, quem os tem enfatiza seu valor nessa data, mas comemora em tantos outros dias tamanha felicidade!
A vida é vida com eles, com vocês, conosco! Sem, tornaria-se sem graça, sem sentido, sem valor. Definitivamente não seria vida, seria algo sem nome. E é melhor nem tentar dar nome. Vai que acaba ganhando um dia no calendário também!
Amigo é algo tão formidável, que tenho a impressão que não há mais nada de novo pra falar a respeito. São o que são. Falar algo mais me pareceria clichê!
Só que a vida também é feita de clichês! Bons clichês!
Indispensáveis, infalíveis, ininterruptos!
Então não importa se você tem um, alguns ou muitos, importa que você seja também! Porque assim os terá da mesma forma!
Caríssimos amigos, obrigada pelos bons, mornos e ruins momentos!
Obrigada por partilhar! Transpondo um pouco da vida de cada um a vida do outro, criando laços invisíveis a vista descalibrada e totalmente concretos no sentir, constituindo a nossa corda de proteção!
Façamos assim, sem calendário mesmo, usemos os sinônimos para comemorar a existência de seres tão importantes, pra cada um, um dia respectivo pra se celebrar!

Ah, se você tem necessidade de ser lembrado de comemorar algo todo dia, cuide-se pra não acabar descomemorando diariamente sem ser lembrado!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Escrimentos

Quando estudamos línguas, percebemos que uma palavra pode ter mais de um significado. Em português, a própria palavra "língua" é um exemplo disso. Ela pode se referir tanto ao idioma como a um órgão constituinte de nosso aparelho bucal.
Por vezes, acabam surgindo ainda neologismos. Mas não é o caso!
O caso é que pode acontecer além disso, junções de palavras! E quando acontece, seu significado duplica, triplica, quadruplica...
Essa mesma, que intitula o blog é uma junção de palavras. Palavras essas, escritas e pensadas. Confusas e claras. Infinitas, com e sem formas finitas. Antes particulares e agora expostas.
Não nego, ela tem um quê de parentesco com "excremento". Pois se estão aqui é porque também não as absorvi. E com isso tive que lançá-las do meu infinito particular para a rede... de esgoto, talvez, mas também para a de comunicação!

Taí!

Num passado não muito remoto senti vontade de montar um blog, porém a vontade ainda não tinha se encontrado com o momento.
Finalmente se encontraram! É bem provável que pegaram um atalho no caminho aberto por uma amiga!
E agora que a natureza se manifestou, me pergunto.... fruta ou fruto?
Acho que pra mim são os dois!
Já pra você não sei! Mas caso queira, descasque-o ou consuma-o inteiramente e ao se deparar com o caroço...disperse-o ou plante-o pra si, não importa, ta aí!