sexta-feira, 26 de agosto de 2011

To beer or not to beer? That´s the question on Fridays

Shakespeare é conhecido por sua genialidade literária e também por acrescentar muitas palavras e expressões ao vocabulário. Estimam-se cerca de 2000 vocábulos registrados pela primeira vez em seus trabalhos. Autor de várias obras dramáticas, Hamlet se destaca como uma das mais conhecidas, por sua célebre frase que nos faz refletir “To be or not to be? That’ s the question”, falada em uma das cenas em que o personagem conspira sobre a vida e morte.
Mas papo brabo a parte... da mesma forma que a segunda inicia a semana útil, dando lugar a esse questionamento, “To be or not to be? That’ s the question”, a sexta inicia o fim de semana útil e com isso outro ponto aflora, "to beer or not to beer, that´s the question!”, surgindo uma célebre adaptação!
Trocamos a tensão pela despreocupação, o drama pela comédia, o crânio por um copo, a conspiração pela especulação. E no meio dessa transição, Hamlet com todas as suas agruras também sai e dá passagem ao bem estar trazido por Morfeu, que chega mais rápido quando usa o etanol como combustível.
So, enjoy and don´t forget to call me! 

terça-feira, 16 de agosto de 2011

E você, aderirá ao muco?

“Everybody seems to think I'm lazy/ I don't mind, I think they're crazy/ Running everywhere at such a speed/ Till they find there's no need”

Desde que os ingleses iniciaram a revolução industrial nossos valores de vida mudaram, revolvemos o plácido até torná-lo agitado. De artesãos a operadores de máquinas, passamos a conviver mais com elas que com nós mesmos, absorvendo seu mecanismo de maneira a nos comparar com elas e acreditar que isso é bom.
Reflexo disso tudo, corremos contra o tempo, atarefados, preocupados, sobrecarregados e estressados. Começamos a almejar por mais tempo. Quantos de nós gostaríamos que fosse possível prorrogar as horas do dia, como acontece naqueles jogos de futebol que durante toda a partida só teve enrolação. E finalizado o prazo, tentamos reparar o desleixo. Até que ganhamos esses minutos a mais, mas que de nada servem...E pra que? Pra prolongar um tempo mal aproveitado, prorrogar o desnecessário e nos enganarmos falando que nos matamos por aquilo?!
Só que assim como nos jogos, a prorrogação do dia também acontece. De certa forma a tecnologia também nos trouxe isso através da facilidade, da possibilidade de maximizar o aproveitamento das várias tarefas. Ganhamos tempo. Porém ela igualmente nos trouxe a cobrança de cada vez produzirmos mais e pensar em nós cada vez menos. Encurtando o tempo, perdemos mais tempo.
Então de uns anos pra cá algumas pessoas se deram conta que toda essa correria se tornou nociva e buscaram alternativas pra amenizar tantos atropelos diários. Um italiano fundou o movimento slow food, rebatendo a forma com que os fast-foods lidam com a comida e revelou sua visão mais proveitosa do mundo. Em seguida os japoneses ampliaram esse conceito, e criaram o slow life, espalhando a idéia de vida desacelerada e a reconexão consigo mesmo a todo o resto dos habitantes terrestres.
E o que é mais relevante disso tudo, tanto em relação a comida que é fonte da vida e a vida que se torna reflexo dela na sua totalidade é passar a compreender que tudo é feito de mínimos. Os momentos são os fragmentos de um tempo e são eles que devem ser percebidos. Através deles estaremos maximizando o aproveitamento de nosso tempo. Mas e como fica a produção cientifica frente a tudo isso? Ela nunca cessa e anseia por respostas num ritmo acelerado indo contrário a toda essa calmaria....
Mas que nada, os alemães pensaram nisso e também levantaram a bandeira do caracol, instituíram o slow Science. Eles estão empenhados em espalhar o muco e fazer com que mais pessoas se guiem por ele. Ter mais tempo pra fazer pesquisa e não só inquietação com resultados rápidos para publicação. Só que muitos cientistas tem sido contrários ao slow, falando que isso é coisa de que não produz muito e quer frear quem produz, pra que todos fiquem no mesmo patamar.
Pra mim não é isso. E sim que esses cientistas perceberam que depois de reaprender a viver agora estão reaprendendo também a trabalhar. Poder criar hipóteses e analisar suas consequências sem a pressão da super-produção é fazer ciência com tempo, nada mais coerente, já que assim como o tempo, a ciência com suas descobertas é uma jornada que jamais se esgota e passa a ser relativa sob o ponto de vista de cada um.

“Please don't spoil my day/ I'm miles away/ And after all/ I'm only” slowing

domingo, 7 de agosto de 2011

Divagações triássicas

Uma prova em movimento (vagaroso; mas ainda assim; movimento) de aceitação e confiança entre seres distintos, através de uma parceria surpreendente, que deu certo.

A sutileza do gato encoberta pela falta de agilidade do jabuti que se torna mais penetrante na hora de se fazer valer diante de um tempo que não passou objetivo e sim subjetivo A vagarosidade do jabuti que ilude o rato que poupa o gato que traz a tona o valor do comprometimento de fazer algo que deve ser feito mesmo quando pensamos que não teria jeito

Essa dupla inusitada só faz aumentar o apreço e admiração que sinto por esses dois animais. Quisera eu conseguir escrever aqui uma ode ao gato assim como Pablo Neruda e Artur da Távola o fizeram. Ou quem sabe então; fazer o mesmo com o jabuti; usando breves palavras; mas que exprimem longa admiração ao exaltar suas duradouras qualidades.
Fica pra próxima; temos o tempo dos quelônios pra fazê-lo e a harmonia felina pra nos indicar quando será.

Mas já posso adiantar que falar desses répteis é falar de tempo; algo intrínseco a eles; que surgiram no Triássico; continuando quase incólumes; acompanhando vagarosamente a evolução de todo o resto que mudou. Penso até que já nasceram prontos. Não sei bem o porque; talvez por instinto; afinidade; identificação; eles me encantam. Na docilidade de seu movimento; na vagareza de seu andar; na falta de jeito em comer tudo o que lhes apetece.
Ainda não sei; ainda farei; para o futuro e agora eles ainda merecem... 


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Birthday by The Beatles




Antes de começar a escremensar o texto da vez, posto pra minha mãe “Birthday” dos Beatles. Com essa música faço uma homenagem a ela, que compartilha comigo a data de seu aniversário natalício, 4 de agosto!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Síndrome de Peter Pan que nada, mais um ano, mais 365 gracejos pra realizar!

A idade vem e as manias pegam carona! Já tenho algumas, mas elas agora não vem ao caso... apenas uma. A que não sei escrever sem dicionário, ele é meu guru das palavras!
E hoje ao consultá-lo, vi que aniversário, além de ser a comemoração da volta anual de uma data em que se deu certo acontecimento, é também uma data que celebra algo acontecido em igual dia. Pra mim isso dá direito a uma outra interpretação, diria até peculiar, se Nílvea e Renato me permitirem!
A história é a seguinte. Minha querida mãe no dia de seu aniversário, ao invés de passá-lo regado a bolo, salgadinhos e doces companhias, foi parar no hospital. A partir desse dia, durante minha infância, creio eu que por desejo reprimido, passou a me chamar de docinho. Seria transferência?! Acho que sim, contudo já foi superada!
Mas pensando nesses dias que se repetem anualmente, que comemoramos o aniversário natalício das pessoas queridas, o correto não é tratá-los como datas repetitivas e convencionais. Pelo contrário, elas estão aí pra nos mostrar que o mundo não é estático, apesar de muitas vezes parecer. Servem acima de tudo, para celebrar o nascimento e renascimento das pessoas que nos rodeiam! Relembrar que a existência dessas pessoas preenche a nossa vida de caos. E um caos que torna nossa vida proposital!
O que me leva a pensar que a tal da síndrome de Peter Pan num tá com nada! O medo de envelhecer apenas ilude, oculta o medo de viver. Relembrar também é reviver! Comemorar o aniversário é fazer com que a vida seja um contínuo gracejo, e certa experiência a torna ainda mais emocionante!

Parabéns queridos aniversariantes!
Desejo a todos nós a realização plena diária, não apenas a realização de conquistas.
Desejo a realização da vida vivida, com erros e acertos, vida.
Não a vida da subvida, a vida que não vale, a vida que consome sem ser consumida.