terça-feira, 2 de agosto de 2011

Síndrome de Peter Pan que nada, mais um ano, mais 365 gracejos pra realizar!

A idade vem e as manias pegam carona! Já tenho algumas, mas elas agora não vem ao caso... apenas uma. A que não sei escrever sem dicionário, ele é meu guru das palavras!
E hoje ao consultá-lo, vi que aniversário, além de ser a comemoração da volta anual de uma data em que se deu certo acontecimento, é também uma data que celebra algo acontecido em igual dia. Pra mim isso dá direito a uma outra interpretação, diria até peculiar, se Nílvea e Renato me permitirem!
A história é a seguinte. Minha querida mãe no dia de seu aniversário, ao invés de passá-lo regado a bolo, salgadinhos e doces companhias, foi parar no hospital. A partir desse dia, durante minha infância, creio eu que por desejo reprimido, passou a me chamar de docinho. Seria transferência?! Acho que sim, contudo já foi superada!
Mas pensando nesses dias que se repetem anualmente, que comemoramos o aniversário natalício das pessoas queridas, o correto não é tratá-los como datas repetitivas e convencionais. Pelo contrário, elas estão aí pra nos mostrar que o mundo não é estático, apesar de muitas vezes parecer. Servem acima de tudo, para celebrar o nascimento e renascimento das pessoas que nos rodeiam! Relembrar que a existência dessas pessoas preenche a nossa vida de caos. E um caos que torna nossa vida proposital!
O que me leva a pensar que a tal da síndrome de Peter Pan num tá com nada! O medo de envelhecer apenas ilude, oculta o medo de viver. Relembrar também é reviver! Comemorar o aniversário é fazer com que a vida seja um contínuo gracejo, e certa experiência a torna ainda mais emocionante!

Parabéns queridos aniversariantes!
Desejo a todos nós a realização plena diária, não apenas a realização de conquistas.
Desejo a realização da vida vivida, com erros e acertos, vida.
Não a vida da subvida, a vida que não vale, a vida que consome sem ser consumida. 

Um comentário:

  1. Muito bem colocado Laíla. As pessoas esquecem de ver uma definição de vida diferente da que se está acostumada ver. Vida é isso mesmo, erros (pequenos ou cagadas monstruosas, hahaha) e acertos (mínimos, mas que podem ser enormes). A vida. Somente a vida, na sua essência plácida e caótica.

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