segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O caso da barata gourmet

Eu compartilho com você o desapontamento de ler certos textos levados pela curiosidade que o titulo desperta e por fim descobrir que não era bem o que esperávamos.
Mas o fato é que eles são tão legais. E as vezes até acabam compensando o texto. Não resisto a eles!
Igual a esse de hoje. Aposto que você pensou que eu ia contar a versão baratatouille brasileira, ou uma versão insetívora de Agatha Christie. Mas não...falarei hoje sobre café!
Das primeiras memórias de minha infância, lembro-me que desde muito cedo aprecio café. Mas meus pais, zelosos, me deixavam bebê-lo diluído com água ou com leite. Humm e assim já era uma delicia.
Agora que a coisa mudou de figura, me permito degustá-los sem moderação. Sempre buscando diferentes tipos, procedências e até misturas. Toda hora é hora.
Provei café da Bahia, do Cerrado, Mogiana, do Espírito Santo, de Jacu, Italiano, Sul de Minas, de altitude elevada, média, de clima ameno, de sabor achocolatado, amendoado, cítrico, acentuado, com whisky, ganache, cardamomo. Os tais dos cafés gourmets. Apresentados a mim pela minha irmã aspirante a barista.
São extremamente saborosos, deixam um sabor prolongado na boca que melhora até o bafo, o tal do sabor residual, uns nem de açúcar precisam!
Depois de experimentados, fica difícil não querer tomá-los sempre. Quando um pacote termina, fica a lembrança do ótimo paladar e resquícios de bons momentos proporcionados por ele.
Mas o ultimo que experimentei não me agradou nem um pouco.
Estava eu, na minha cerimonia do café, cuidando da água e de outros detalhes, até então tudo certo. Chegado o momento da degustação, senti uma explosão de odores e sabores, diferentes de qualquer outra coisa que já havia experimentado. Porém não me deixei iludir pelo rótulo, achei um tanto quanto estranho, não apreciei. E na procura por saber se o defeito se encontrava na garrafa....eis que surge um corpo...
Agora você vai pensar que eu estava tomando o café à beira de um rio e contribuí pra desvendar um crime?! Não. Era dentro da garrafa. Pois é. Uma barata!
Explosão de sabores? Só se for o gorfo exorcista....

sábado, 15 de outubro de 2011

Est ação

Saison?
Não.
Ser com ação
Oui.
Ser  verbo?
Je ne sais pas.
Ser  apenas ser.
Alors, moi aussi.

domingo, 2 de outubro de 2011

Mal do mundo

Sempre pensei que o que fazia do ser humano a escória do de todos os outros seres era o individualismo.
O individualista preza só seu interesse e se necessário passa por cima de todo o resto pra alcançar o almejado.
De fato isso é ruim. Perde-se a noção de conjunto e acham-se somente fragmentos, que não se unem e nem fazem sentido. Só.
No entanto recentemente, emergiu um outro mal. E quer saber, muito pior.
Ele é tão violento que acarreta em todo o resto ruim.
É algo oculto e profundo.
É de um ressentimento e ódio brutais.
Consome.
Encobre a luz, obscurece tudo a volta.
Ele não deixa seguir em frente. Só faz retroceder pra um caminho sem volta do infinito mal viver.
Rancor.
Na verdade, me equivoquei. Não acho que ele emergiu. Ele apenas ficou tão forte que transbordou.
Não sei o que fazer.
Não o sinto, também não sinto em mim. Ainda bem! Mas infelizmente em alguns momentos, ele chega até mim. Isso é ruim. E ao me atingir, me enfraquece, me amedronta. Aí infelizmente o sinto.
Que atitude tomar?
Mandá-lo pra profundeza de onde veio daria margem pra ele aparecer novamente.
Não seria uma boa idéia, ele só faria se fortalecer porque estaria no seu habitat natural.
Mas enfrentá-lo de que maneira?
Pegando sempre um caminho que nos faz seguir em frente, em direção a luz. Não sucumbindo ao conformismo de se sentir vítima e de se levar pelos sentimentos ruins dos outros. Fazendo sós, a nossa parte. Dessa maneira nos livraremos de sermos puxados para o buraco profundo do malquerer. E quem sabe conseguiremos levar mais pessoas conosco nessa caminhada tão iluminada e tão cheia de bem querer. Inconformista.

Miragens

Sou culpada e confesso. Justamente por isso também sou vítima e me assusto.
Decepções são inevitáveis. Ou seriam os erros?
Por esses dias descobri que todos nós precisamos de ídolos. Não como objeto de adoração. Somente como algo que nos cative, que nos faça ter vontade de nos espelharmos nele. Mas se nos espelhamos, quer dizer que eles nos refletem e junto com isso apontam nossas falhas, logo também nos enganam.
Acho que como seres humanos, ou melhor, como pessoas, estamos sujeitas a errar com todas as pessoas, inclusive com a nossa pessoa. O ponto crucial deve ser o egoísmo. Pra alguns ele é crônico, pra outros ele vem como um surto. Mas seja como for todos comentemos esse mau ato.
Deve ser porque nos cegamos pela procura da felicidade. Mas a felicidade muitas vezes é um reflexo de algo muito longe da gente. Como uma miragem no deserto. Você sabe que ela não está ali, mas mesmo assim corre em direção a ela, gasta todo o resto de energia que ainda tem e se dá conta que se deu mal. O que acontece na verdade, assim como não era o oásis próximo a nós, também não era felicidade, era só uma ilusão. Depois não sei como, recuperamos as forças e seguimos em frente, direto ao encontro do que realmente procurávamos...Ufa.
Ali entrou a vítima.
Mas sabe o que me assusta?
O rancor.