domingo, 13 de novembro de 2011

Caminhar caminhadas

Infelizmente a vida que nos foi imposta, ao longo de vivências vividas ou mesmo herdadas, fez nos distanciarmos desse ato. Ato esse que deveria ser garantido a todos por lei. Já não caminhamos mais, apenas nos locomovemos de um lugar ao outro.
Não falo das caminhadas em esteiras, academias ou em trajetos delimitados. Essas visam a saúde do corpo e a estética, ajudam, mas não são suficientes. Falo das caminhadas a esmo, passeios, ou mesmo as de destino certo. Pode ser aquelas que você sai pra ir a padaria sem compromisso com o horário e quando dá por si está a admirar o por do sol num belo lugar. Ah! Como esses lugares nos fazem bem! Despertam em nós as boas memórias esquecidas e reavivam intenções almejadas a espera de serem vividas. Como também pode ser aquela de poucos minutos até o destino traçado. O importante é que seja um ato vivenciado e não corrompido pela ansiedade do que está por vir, como escola e trabalho.
Tenho a impressão de que a medida que nossos pés se movimentam, nossa mente chacoalha até chegar ao ponto que as ideias perdidas, desconexas, deformadas são postas no lugar, formadas. Aí paramos. As vezes até sem saber porque, paramos, ali paramos, e nos damos conta que nossa caminhada chegou ao fim porque enfim nossas inquietações cessaram.
E o responsável por esse sentir, foi caminhar a caminhada até lá.
Volto pra casa tão esclarecida que mesmo ao me deparar com a falta de luz encontro tudo no seu devido lugar.

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