domingo, 29 de janeiro de 2012

Tempos verbais

Quem é vivo lembra e lembrando o passado além de revivermos, vivemos. Vivemos pelo instante que dura essas memórias momentos bons e ruins, que fazem de nós quem somos e que contribuem para nos edificar quando há o perigo de um revés. O problema desse tempo é quando escolhemos conjugar o Pretérito imperfeito do subjuntivo, “se”, porque o que passou, passou. Sobrevivemos a ele!
Aí vêm as analogias de que tanto gosto. E olhando por esse ângulo, digo que a vida acaba se tornando tão complicada quanto às aulas de conjugações verbais dos tempos de escola. Não entendo porque nos preocupamos tanto com o futuro a ponto de nos atrapalhar a viver o presente. Sei que as preocupações são necessárias assim como as regras gramaticais, servindo para nos corrigir, no entanto os excessos são desnecessários porque nos confundem.
Se ao menos acreditarmos, ou melhor, nos educarmos verdadeiramente que há o jeito certo para cada tempo e verbo (inclusive na vida), nossas vidas também se tornarão mais harmoniosas.
E há jeito! Há até para os verbos irregulares, então há de haver também para a vida. Um jeito fácil ou um jeito difícil, mas que com o passar do uso se torna coerente, e com o passar do tempo, agradável.
A dificuldade e a facilidade de uns e de outros se conjuga, e lado a lado nas colunas, torna tudo parte de uma coisa só. O que nos leva a parar de usar o Futuro do pretérito indicativo e, já no presente, mesmo se “Maria quer que” usemos o Presente do subjuntivo, devemos nos esforçar para fazer mais uso do Presente do indicativo.
Termino aqui fazendo uso de um clichê, renovada ao saber que presente não tem esse nome à toa.

3 comentários:

  1. Uau Laíla! Alguém já te disse que vc deveria estudar psicologia? Poxa, quantas coisas vc diz aqui que me lembro de ter escutado da minha terapeuta. Menina! Vc arrasa! E ainda por cima conseguiu transformar em palavras uma imagem mental de difícil alcance que é enxergar as facilidades e dificuldades de uns de outros lado a lado como colunas. E devo confessar a vc que nos falta sensibilidade para enxergar a coluna tão paralela ao nosso lado... Ah! e como falta!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada pelo incentivo constante Adelina!
      Vc pode ficar sussa, pq nao te falta essa sensibilidade!

      Excluir
  2. Imagina, vc merece todo o meu incentivo!
    E obrigado! Pra vc tb não falta essa sensibilidade, fique sabendo.

    ResponderExcluir