Fico admirada como as pessoas podem nos surpreender, seja pelas afinidades como pela falta delas. Quando a surpresa vem pela afinidade, sinto uma descarga de bons fluidos que recarregam meu espírito. E pra tamanha intensidade desse sentir, só posso me referir a afinidades de sustância.
Desse modo por mais uma vez Clarice se fez presente. Sei que é pretencioso de minha parte, mas algo me diz que se eu tivesse tido a boa sorte de conhecê-la, seríamos amigas. Até porque de início não fui com a cara dela e depois a conhecendo aos poucos descobri muito dela em mim ou muito de mim nela, não sei ao certo.
O que me faz pensar que deve ser por isso que algumas vezes de inicio não gostamos de determinada pessoa e depois descobrimos o tamanho do nosso erro, porque vemos nessa pessoa alguma coisa de nós que nos abala, e por algum motivo não queremos assumir. Da mesma maneira há aquelas que gostamos logo de início, e depois também descobrimos o tamanho do nosso erro, porque enxergamos o que gostaríamos de ser nessa outra pessoa, mas que na verdade é algo fútil, enganador, só pra ludibriar nossos conceitos e fugirmos um pouco de nossos defeitos. E é óbvio que tem as pessoas que desde o inicio gostamos e por assim permanece, essas já são aquelas que estão em equilíbrio com nosso espírito, são aquelas que nos deixam a vontade a ponto de assumirmos quem realmente somos.
Reflexões a parte, voltemos a Clarice. Recentemente lendo um de seus desabafos, despertou-se em mim mais uma descoberta. Era algo que sentia, mas que se tornou claro somente quando descobri através dela, tornando-me ainda mais admiradora de seu talento. E assim como ela, eu sempre quis pertencer à vida. Justamente por querer tanto, também me tornei arisca em determinado ponto, de forma a me fazer acreditar que com um pé atrás, sempre teria a vantagem de não me machucar com as quedas.
Mas quando esse pé ao invés de me proteger me faz cair, percebo que me enrosquei na minha própria estratégia e tornei-me refém de minha própria luta. Por sorte, ali parada, noto um feixe de luz e assim como nas plantas, ativa em mim a síntese de energia.
E aquela fraqueza sentida a tal ponto de me tornar arisca se transforma em algo mais aberto e corajoso. Não por inteiro como gostaria, porque em alguns momentos torno a amedrontar os que me rodeiam, fazendo-os se afastarem de mim, e na verdade essa atitude nada mais é que um pedido de socorro mal formulado.
Quando a fraqueza se disfarça, a frágil franqueza dá lugar à uma fortaleza que a qualquer momento é invadida.
Se tiver interesse em ler o texto mencionado acesse o link:
Caramba... senti a mesma coisa que vc amiga ao ler esse texto. A Clarice e vc realmente possuem muitas coisas em comum, sendo que uma delas é a capacidade de pegar os minuciosos detalhes e precipitá-los de forma belíssima. Parabéns! ^^
ResponderExcluirObrigada Adelina!
ResponderExcluirMas seriamos amigas por pura generosidade dela....
Qto a mim, nem é tudo isso nao e sao pessoas como vc de grande sensibilidade que enxergam alem e embelezam todo o resto!
Claro que não! Duvido! Ela seria sua amiga porque vc é uma pessoa super querida e não por generosidade dela. Sua boba! Hahahahahaha!
ResponderExcluirE eu não tenho toda essa sensibilidade não. Mas uma coisa eu sei: a gente deve sempre valorizar as pessoas e o que elas podem compartilhar e ensinar a nós. E vc sempre me ensina muito.
Obrigada amiga.
Falou e disse sobre a valorização! E outra coisa que vc deve saber, q tb aprendo muito com vc, alem do fato importantissimo de vc ter me apresentado a Clarice, pq antes eu apenas a conhecia de vista! Eu q agradeço.
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