quinta-feira, 29 de março de 2012

Momento Ana Maria Braga vegetal

Para os leigos a fotossíntese é alguma coisa que plantas metidas fazem para se alimentarem, porque as menos bacaninhas absorvem o que está disponível no solo e pronto. 
Para os biólogos e agrônomos a pira já começa no que o próprio termo indica, síntese de substâncias orgânicas pela luz, ou seja, a produção de carboidratos a partir do CO2 e H2O usando energia luminosa.
De maneira beem geral, quando falamos nesse complexo processo, pensamos da seguinte forma: entrada de CO2 através dos estômatos da planta, seguida pela absorção de luz, por conta das clorofilas (pigmentos que absorvem luz nos comprimentos de onda do vermelho e azul e refletem a luz verde). Nessa etapa a energia luminosa promove a quebra da molécula de H2O, (usada para a síntese do carboidrato juntamente com o CO2 e também para a produção de O2) além da importantíssima transformação da luz em energia química, formando ATP (fonte de energia no metabolismo) e NADPH. Essas por fim são usadas para fixar e reduzir o carbono produzindo sacarose e amido (usados pelas plantas para se desenvolverem e se manterem).
Teria bem mais a se dizer, elétrons, receptores, centro de reação, fotossistemas I e II, Rubisco, C3, C4, CAM... mas isso fica pras aulas...senão é bem provável que sua leitura pare por aqui.
Teorias de lado, nada como saber o funcionamento pela própria entidade que sofre o processo. Assim, compartilho com vocês a versão que chegou até mim da fotossíntese contada por uma planta. Não me perguntem como aconteceu. Só digo que ao ler esse relato, me sinto como se estivesse ouvindo um vegetal no seu momento pré-refeição.
 “É de manhã, sinto uma energia invadindo meu ser. A luz, ao atingir meus cloroplastos, faz com que as clorofilas fiquem todas animadas e comecem a emitir uma energia que dará um caldo. Sinto que começará a fabricação da bóia...hummm...
Meus estômatos se abrem como graciosas boquinhas prontas para receber os gases. Falando neles, o de agora é um tanto quanto fedido, ouvi dizer que é cheiro de estômago. Não sei, não conheço pra falar, mas deve estar vindo daquela moça parada bem na minha frente. Mas também nem tem importância, isso mais tarde vai ficar uma delicia.
Nossa, peraí, minhas células tão ficando murchinhas... tô precisando de água! Poxa, já são 9h da manhã, porque essa bafenta num me dá agua?!
Ah! Que bom que ela percebeu...ta vindo aí... glub, glub, glub
Água + gás + sol = rango garantido, daqui a pouco só degustar a comida.
... (piih)
Pronto!
Nossa, que delícia... hoje eu caprichei na receita, vou aproveitar e tratar de armazenar um pouco para uma possível emergência.”

Um comentário:

  1. Hahahahahahahaha! Morri de rir amiga!
    Bafenta ficou massa! Huahuahuahuahua!
    Muito legal!

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