Tinha uma névoa,
daquelas que não enxergamos um palmo a nossa frente. Passaram-se meses e ela foi
ficando mais densa. Até que por fim começou a se dissipar. Durou o tempo que
tinha que ter durado, uma estação. E os raios de luz no auge de sua energia enfim
iluminaram tudo. O corpo d’água aumentou seu nível. Esse não transbordou, mas teve
seu fluxo mais ativo. Estando o fluxo mais ativo, o que estava embaixo veio pra
cima, o que estava em cima foi pra baixo e a coisa mudou de figura. O ciclo atingiu
seu clímax e normalmente a vida naquele ambiente prosseguiu.
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